Nesta semana, João Abreu, ex-presidente da Delegacia Sindical do Rio de Janeiro, anunciou publicamente seu apoio à Chapa 2 no segundo turno das eleições do Sindifisco Nacional. Durante sua fala, Abreu fez duras críticas à Chapa 1, encabeçada pelo candidato George, e destacou os riscos para as atribuições dos Auditores-Fiscais caso esta chapa seja eleita.
Em seu depoimento, Abreu mencionou declarações feitas por George durante um seminário, nas quais teria defendido a ideia de que “a desconfiança é a matéria-prima do Auditor Fiscal, mas deve ser limitada na boa fé do contribuinte”. Segundo o ex-presidente da DS Rio, essa perspectiva revela uma ideologia alinhada ao Código de Defesa do Contribuinte e ao Mandado de Procedimento Fiscal, sugerindo uma limitação do poder de fiscalização dos auditores.
Abreu também destacou que a postura de George pode fragilizar as prerrogativas dos Auditores-Fiscais, especialmente ao sugerir que a primeira abordagem com os contribuintes deva ser de orientação, devido à complexidade da legislação. Para Abreu, essa visão fortalece a chamada “indústria das multas”, colocando em risco o trabalho da categoria.
Além disso, João Abreu acusou o candidato da Chapa 1 de ter discursos contraditórios, adaptando suas falas conforme o público, o que, segundo ele, representa um risco para o futuro do sindicato. “É arriscado entregar o sindicato a alguém que fala uma coisa para a categoria e outra para empresários”, alertou.
A crítica final de Abreu foi direcionada à possível transição de George para o setor privado. O ex-presidente da DS Rio afirmou que não se surpreenderia se, futuramente, George optasse por atuar como consultor tributário, reforçando a ideia de que a Chapa 1 é, nas palavras de Abreu, “a chapa dos empresários”.
A declaração gerou repercussão entre os Auditores-Fiscais, e Abreu encerrou sua fala pedindo que os colegas fiquem atentos ao que está em jogo na eleição e que reflitam sobre o futuro do sindicato.