Em um vídeo divulgado recentemente, João Abreu, ex-presidente da Delegacia Sindical (DS) do Rio de Janeiro, trouxe à tona preocupações importantes sobre os recentes movimentos políticos envolvendo a Chapa 1 e parte da liderança da Chapa 3. João detalha um acordo firmado entre George, da Chapa 1, e Rose Ane, até então figura central na Chapa 3, colocando em questionamento a coerência e as reais intenções desse pacto.
Segundo João Abreu, por oito anos, George acusou Rose Ane e a frente parlamentar que ela liderava de não respeitar as deliberações da Assembleia Nacional, além de responsabilizá-la por atrasos na regulamentação do bônus de eficiência. Entretanto, agora no segundo turno, George concede a Rose Ane total autonomia para coordenar um grupo parlamentar que irá atuar em prol da paridade. “A pergunta é: a partir de agora, o Jorge Real já acredita que a Roseane vai respeitar as deliberações da Assembleia Nacional?” questiona João, ressaltando a contradição deste novo acordo.
Apoio sem consulta ao colegiado
João também expôs o fato de Rose Ane ter declarado apoio à Chapa 1 em nome da Chapa 3 sem consultar os membros do seu colegiado. “14 dos 26 ex-candidatos da Chapa 3 já declararam apoio à Chapa 2”, lembra João, reforçando que a maioria da Chapa 3 optou por não seguir a liderança de Roseane.
Risco aos direitos dos aposentados e previdência complementar
Outro ponto de preocupação levantado é o possível direcionamento do grupo liderado por Rose Ane para alterar a legislação de forma prejudicial aos aposentados e àqueles que recebem pela média ou pelo regime de previdência complementar. Segundo João, há sinais de que o grupo poderia advogar contra a equiparação do bônus de eficiência, o que traria grandes prejuízos para esses colegas.
“Se já estava na plataforma da Chapa 3 a luta pelo bônus igualitário, por que agora não é possível?”, questiona João, enfatizando que é possível alterar a legislação sem excluir ninguém dos seus direitos.
Um pacto frágil e arriscado
João compara o acordo entre George e Rose Ane a um pacto em que ambas as partes têm intenções ocultas, e alerta que a principal base de apoio da Chapa 1, composta pelos migrados, poderá ser traída. “Rose Ane está sendo enganada. E, ao ser enganada e fazer campanha para a Chapa 1, está querendo acabar enganando todos os demais aposentados”, declara João, reforçando a necessidade de unidade e clareza nas decisões.
Unidade com a Chapa 2
Ao encerrar sua fala, João Abreu é enfático: a única saída para garantir os direitos de toda a categoria e evitar divisões internas é a Chapa 2 – Resgate do Cargo + Avanços + Conquistas. “Colegas, não caiam nessa cilada”, alerta João, conclamando a todos para uma escolha consciente e responsável no segundo turno.